terça-feira, novembro 14, 2006

Ego . . .

Sou aquilo que todos estão acostumados a ver. . .
Mais um nesta sociedade que de vez enquando se abaixa e agarrado aos joelhos fica a chorar . . .
Choro por saber . . .
Choro por não saber . . .
Crio o qu sou e que deixei de ser para voltar a ser algo . . .


Mas


Não passo de mais um que não sabe o caminho serto para o nenhures . . .
Nem tem força para aguentar sozinho . . .
Orgolhoso ninguem me toca . . .
Deixo-me abater . . .


Mas

porque

Não passo de mais um que no seu ser se repete . . .
Mais um que no seu ser acha um bonito nada . . .
Influencio-me . . .

O que sou?
Porque sou?
Quem sou?
Quem era?
O que foi?
O que fiz?
....

Sou alguem?
Deixas.me perguntar e saber . . .
Mas deixei de o ser?
Pára e ouve.me para poderes saber . . .
O que se passou?
Deixa.me esplicar e ouve.me . . .
O que fiz?
Nada . . .
Não serirei de nada . . .
Porque do nada fasso a minha vida . . .
Vasia bolha de vidro que se deixa quebrar . . .
Boneco de madeira com fios no corpo. . .
Mais um fantoche na sociedade. . .
Uma carta mal jogada. . .
Uma mancha na toalha . . .

Deixas ele transformar.te nisso?

E tu deixas.me ficar assim?
Alguma vez fizes.te algo serto?
E Tu já?

Desculpar.me pelo que sou e pelo que fasso é só mais um acto de me matar . . .
Não passo de um cobarde que se anula a si mesmo . . .
Fugo para o nada dos nenhures da mente inversa de um pensamento destruido que me destroi . . .
Eu destruo.me . . .

recusas.te a dizer o que tens?
não passo de um cobarde que foge de tudo . . .
és por que queres?
porque sou . . .
porque foges?
por ter medo de mim mesmo, vergonha de mim mesmo . . .
conheçes.te?
não sei . . .
há gente que não gosta de te ver assim por seres aquele que sabe e ajuda por saber . . .
queres que . . .
Refujia.te na mascara das alegrias eternas . . .
que apolo te quei.me teus ardores, que hermes rasge as feridas do eterno pensamento choroso de selene, que hades proiba a existencia dos teus fantasmas e que dionisio te eleve aos delirios do imaginario mas por favor não fiques assim . . .

[mais um atentado a lingua portuguesa num desabafo meu do meu odeio e da minha estima]

2 comentários:

Rain disse...

COMENTADO (isto é "eu" em protesto pela coisa deprimente que sua senhoria resolveu escrever, se pudesses imaginar a vontade que tenho de dar cabo de ti)

Bárbara disse...

todos nos. cada um.. parecemos uns fatoches tal como disseste nesta sociedade de merda, futil, hipocrita, egoísta e deprimente que nos deixamo-nos levar. mas depois ha as pessoas como tu que sao diferentes, que consegue dar-nos um sorriso, um apoio, que dao mais valor aos sentimentos do que aos preconceitos hipocritas e materialistas que esta sociedade criou.. mas enfim nao era por isso.
em certo modo gostei do texto, mostra a verdade nua e crua da vida que levamos, uma vida decadente e de certo modo que nos vai matando lentamente como se fossemos lixo que se usa e deita-se fora.. mas so queria que soubesses que eu nao tenciono ser parte nem um fantoche dessa sociedade estupida e que estarei sempre aqui para te ouvir e para te dar força nos momentos que mais precisas e é por isso que nao te quero ver em baixo pois sei que tu tens muita mais força do que qualquer "fantoche" pois eles nao passam de bonecos sem sentimentos e sem vontade própria, pois tu es unico! es um rapaz excepcional.
gosto muito de ti, sabes e saberás sempre que estou aqui ao teu lado :)*